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Existenz (/êk
zis´ tês/)
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Segunda-feira, Janeiro 30, 2006 00:11 Quem nunca come melado... Meus ombros e costas estão descascando mto. Tô parecendo uma cobra leprosa. Não-bonito.
Sábado, Janeiro 28, 2006 23:05 ninguém quer ler posts gigantes, nem eu iria ler. então me limitarei a postar: no dia 3 eu fui p Cabo Frio, encontrei e passei o dia com as meninas. No dia 4 eu passei o dia de novo com as meninas. No dia 5 eu passei o dia inteiro no ônibus, voltando p/ SP. Em Cabo Frio tinha coca-cola de garrafinha de vidro por 80 centavos. eu queria comprar uma tonelada p/ trazer p/ cá, mas não podia sair com a garrafa de vidro da padaria. Fotos foram reveladas, mas vou pegá-las 2ªf.
00:58 Rio de Janeiro - Dia 2 Acordo às 8 da manhã, com minha família tomando café da manha na sala (ou seja, sobre a minha cabeça). Aquela ressaca do dia anterior, bebi que nem um gringo no dia anterior. Saímos para ir para a Barra da Tijuca. Que fique bem claro: Tijuca e Barra da Tijuca são bairros diferentes. Chegamos lá fácil, mas dava um pouco de medo de passar naqueles túneis, principalmente no que tinha uma mega-favela morro acima.Vagas são inexistentes na avenida beira-mar. E os quarteirões são quilométricos, porque os hotéis são todos juntos. Aqui reparamos algo: A parte mais antiga do RJ tem prédios totalmente aglomerados, todos com aquele vão central para ventilação, mas não há espaço entre eles. Isso impede que o vento circule na cidade, o que a deixa um pouco mais quente. Na Barra os prédios são mais novos, portanto são mais espaçados e todos têm varanda de vidro (talvez pq a maresia corroa menos do q a tradicional, de aço e concreto). Chegamos na praia, tomei uma água de coco e dormi até a 1 da tarde, pq tava foda. Enquanto eu dormia, houve uma facada e um tiro há poucos metros do nosso guarda-sol, mas nem isso me fez acordar. Acordei, percebi que o dia estava mais quente que o anterior. Fui para o mar e descobri que o mar da Barra é mais gelado q o de Ipanema, não tinha nem como ficar lá dentro por mais de 1 minuto. Às 4 horas comemos um peixe monstruoso num quiosque e fomos p/ a casa, pois queriam sair do RJ ainda de dia. Quando eles me abandonaram fui beber mais com um dos kras do dia anterior, mas dessa vez não fiquei tão loko. Foi um dia breve, não teve muita coisa. Fui dormir meio cedo, pq iria p/ Cabo Frio de manhãzinha. São Paulo - Dia 2 Meu nariz está travado. O ar daqui é uma merda, é impressionante! 10 da manhã, acordo pensando em ir nadar, mas o céu está horrivelmente cinza, p/ variar. Fico na internet fazendo nada. Ensaio gravar alguma música, mas desencano. Almoço e durmo p/ kct. Acordo, troco uma idéia com o Hugo (tb conhecido como "amigo-exprofessor-chefe") e vou p/ o Teatro Sergio Cardoso, ver a peça da Clarice Lispector q tá rolando por aqui até dia 29. 1ª parte - "Crônicas Para Não Esquecer" tem aquelas coisas simples e assustadoras da Clarice, misturando crianças, baratas, táxis, bobos e mineiros. Claro, quem sou eu p/ dar nota p/ Clarice, que é minha escritora preferida? Mas como adaptação, eu não sei o que achar da peça. Por um lado, é muito diferente dos escritos, é feliz, é espalhafatoso, é tragicômico. Não parece mais tão denso, coloca uma almofada na frente do tapa que a ucraniana dava. Porém, não sei se conseguiria assistir uma peça no tom melancólico delas, seria muito desgastante. 2ª parte - "A Pecadora Queimada e Os Anjos Harmoniosos" é uma crítica à sociedade moderna disfarçada de crítica à igreja medieval. Sutil, mas não tanto. Clarice fica melhor nos romances mesmo, por mais desgastantes q sejam, acho que ela tinha mais a falar nesse formato. Os contos tb são bem legais, mas não consegui gostar tanto ainda. Extras -Exposição de dinossauros na Oca. eu vou, c vai? -Preciso reler tudo da Clarice, pq praticamente não lembro dos detalhes. -São paulo podia ter uma praia ou um solzinho bom de vez em quando.
Quinta-feira, Janeiro 26, 2006 16:22 Post grande pra kct, cuidado! Rio de Janeiro - Dia 1 Saímos de SP Às 4 da manhã. Chegamos oficialmente na cidade do Rio de Janeiro por volta das 8:30 da manhã. Eu tinha feito um mapa perfeito, com todas as ruas certinhas. mas euu estava dormindo na hora e minha mãe estava de co-piloto, então é LÓGICO que nos perdemos. Não nos perdemos tanto ao ponto de parar no meio de uma favela, portanto em 15 minutos a gte já estava na porta do apartamento em que ficaríamos. Reencontrei meus tios e minha prima q não via há 413 anos, eles foram embora pq iam viajar. Tomamos café e saímos direto p/ alguma praia: Ipanema. No caminho descobrimos que cariocas são MEGA imprudentes no trânsito, parece até São Paulo há uns 10 anos atrás, quando a fiscalização era praticamente nula. Procuramos um estacionamento e descobrimos que no RJ NÃO EXISTEM estacionamentos, todos páram na rua. Procuramos uma rua sem flanelinhas, o que é uma piada: TODAS as ruas têm flanelinhas que manobram os carros empurrando-os (ninguém puxa o freio de mão por lá!) Mulheres bonitas, caras marombados, vendedores de todas aquelas comidas que te fazem passar mal (mas não me fizeram, por incrível que pareça!). Não leve guarda-sol nem cadeira: lá, mesmo que não explicitamente, as praias já são semi-loteadas entre caras que alugam esses artefatos - mas, claro, vc PODE não usar os serviços deles. Fomos almoçar em Copacabana. O garçom até que foi educado, mas aqui percebemos por que São Paulo é o centro econômico do país: cariocas nunca acham que estão prestando serviços, eles simplesmente fazem brincadeiras, demoram, esquecem, etc. Parecem adolescentes trabalhando. E não sabem quanto cobrar por um serviço: cobram MUITO barato por umas coisas que nem se comparam com outros lugares (a comida, por exemplo. JAMAIS encontrarão um peixe melhor do que o que eu comi em Copa). Fim de tarde: meus pais quiseram dar uma volta pela praia (dica: NÃO vá à praia do Flamengo, é bizarramente suja). Eu fui a um bar com meus amigos cariocas e fiquei bêbado pra caralho, parecia um gringo. Voltei p/ o apartamento à meia-noite, tava tão cansado q tirei o chiclete da boca, coloquei-o na mesa e caí no colchão que tinha no chão. São Paulo - Dia 1 Estou com saudades do RJ. Amei lá. São coisas tão diferentes que dá vontade de comprar um apartamento AGORA na zona sul (fácil, né?). Mas não é aquele papo piegas de ouvir Chico Buarque e romantizar, é algo sério: É algo tão harmonioso e tantas disparidades visuais que o olho acaba acostumando com as horizontais da cidade, e corre por elas, e tropeça numa vertical enorme, com barracos de um lado e casas do tamanho de bairros do outro. Acordei às 9 da manhã, p/ ver se fazia algo (talvez, inconscientemente, esperando ir para a praia) e acabei só indo para a varanda tocar violão. Até as 2 da tarde fiquei esperando acontecer algo, quando decidi lembrar o RJ mais concretamente: -Tentei fazer um matte-painting (pintura de paisagem) no photoshop de uma ilha que vi no RJ, mas nem o rascunho saiu direito. -Fui à piscina e foi brochante: não tem sol, tem um monte de pivete e madame, o que tinha de pior na Barra da Tijuca (que escreverei amanhã) extras -Fiquei tão feliz qdo li no ônibus Cabo Frio - Rio que a Disney tinha comprado a Pixar! Até comemorei! Eu tinha ficado tão triste qdo eles se divorciaram! -Estou rindo até agora daquela farofa bizarra que a Mariana derrubou na minha perna no ônibus! eu estava dormindo, foi exatamente no momento q eu abri o olho! ahuahuahua -Tão bom comer em casa... -Meus ombros ardem p/ kct. queimei demais no último dia, que passei um protetor mto fraco. -Descobri que torpedos de celular são muito mais eficientes do que conversa de voz. -Agora o celular do meu pai virou meu, viu! quem quiser o número é só pedir.
Domingo, Janeiro 15, 2006 17:50 Com inúmeras possibilidades Em "Quem Somos Nós" (What the Bleep Do We Know?"), Mistura-se física quântica com religiões e filosofia, e, para exemplificar o que estão falando (e ficar didaticamente viável), uma fotógrafa com essas dúvidas existenciais fica no papel de cobaia dessas experiências. Mostra-se vários pontos de vista: a vida é apenas monte de hormônios passando pela nossa cabeça, a percepção é apenas o que estamos treinados a perceber, o universo é definido pelo pensamento das pessoas. Viagem, muita informação, mas bem interessante. Eu Acredito em New York Ok, eu tenho vergonha de falar isso, mas só ontem que fui assistir "O Poderoso Chefão" ("The Godfather"), com Marlon Brando e Al Pacino. Mostra a ascenção e queda de uma "famiglia" nos "negócios" dos EUA. Fotografia escura, narrativa difícil, linguagem EXTREMAMENTE ligada aos quadrinhos americanos modernos. E, depois de ver o filme, achei que já tinha visto ele alguma vez, mas não encaixava a narrativa, mas na verdade era outra coisa: o filme INTEIRO já foi imitado bilhões de vezes, até em alguns detalhes. Em gibis, fotos, filmes, todo tipo de mídia visual já roubou alguma partezinha desse clássico. é o tipo de filme para se assistir MUITAS vezes. Claro, o essencial é fácil de se pegar, dá p/ ver de primeira onde está a ascenção e queda da famiglia. Mas quando o filme acaba vc sai com aquela impressão de ter deixado escapar quase tudo o que realmente aconteceu. Merecidamente clássico.
Quinta-feira, Janeiro 12, 2006 19:53 O lugar mais legal do mundo Hoje fui ao lugar mais legal do mundo. Não, não é nenhum parque de diversões, não é nenhum bar. Fomos eu, minha mãe e minha irmã visitar o Edifício Altino Arantes, também conhecido como Edifício Banespa. A vista de lá é fantástica. São Paulo é muito interessante. Você olha para o leste, para o norte e para o oeste e eles são horizontais, dando para ver claramente o Pico do Jaragua ou a Serra do Mar além deles. Nada atrapalha a visão, exceto os turistas meio sem-noção que às vezes entram na sua frente sem ver. Olhe a Zona Sul, ela é totalmente vertical, uma parede enorme de prédios, ajudada por estar na parte mais alta da cidade. De lá de cima tudo parece tão organizadinho e limpo. É quase uma paisagem oceânica (as antenas dos prédios parecem corais, é bem interessante). Interessante também que o céu estava escuro ao sul, com aquelas nuvens e aquelas antenas, me senti olhando para Mordor (aquela torre do Sr. Dos anéis, saca?), só que sem ogros. Descemos. No térreo há uma exposição das fantasias de carnaval das escolas de samba do Grupo Especial do ano passado de São Paulo. Bonitas, todas feitas de materiais extremamente simples. Um cofre de 1898 estava exposto também. Um dia vou ter um guarda-roupas igual (mas mais leve, pq mover 1 tonelada de aço só p/ pegar uma bermuda todo dia deve ser um saco) Depois de fotos, turistas, reconhecimentos da cidade, descemos e demos uma volta pelo centrão. Vale do Anhangabaú, perto da Galeria do Rock, é uma ilha de tranquilidade e, ao mesmo tempo, um lugar onde se encontra malandros de todos os tipos. Minha irmã quase foi ver a sorte dela com um desses kras, mas ele era tão cigano que sumiu enquanto ela estava em dúvida. Descemos a ladeira Porto Geral, ABACAXI 1 REAL A FATIA! ali na Estação São Bento. Adentramos a saudosa 25 de Março, relativamente tranquila por se tratar de uma quinta-feira. MELANCIA 1 REAL A FATIA! (fatia que lembrava-me da Magali, de tão perfeitamente cortada. Parecia até talhada e pintada em mármore, se não fosse tão suculenta. Na volta prometemos comprar). Rumamos ao Mercado Municipal, com sua arquitetura seguindo o estilo do resto dos prédios do centro, porém um pouco mais moderninha. As colunas são bem clássicas, mas parte do teto é de vidro para facilitar a iluminação e parte é de contreto, que lembra bastante o interior de um piano. A partir dali comecei a gostar de bacalhau e mortadela, pq não tem como não gostar daqueles perfeitos lanches, que, apesar de caros, valiam cada centavo. Saiba: o sanduíche de mortadela é suficiente para 3 pessoas curiosas, 2 pessoas civilizadamente famintas, ou 1 ogro. Vejamos as banquinhas de lá de dentro, são todas tão bonitas e coloridas! Só de ver, acabamos levando amendoins, castanhas de caju, azeitonas (meu deus, as azeitonas!), azeites, queijos, tudo perfeito e extremamente barato. Se você quer aperitivos ou temperos, NÃO perca tempo, lá é O lugar. Voltamos para a 25 de Março ABACAXI 50 CENTAVOS, PRA ACABAR!!!, mais vazia a essa hora, mas ainda cheia. ÁGUA DE COCO, OLHA A ÁGUA DE COCO!, Volta às aulas e Carnaval eram os temas das lojas, todas vendiam MUITA coisa voltada para isso. Não tinha mais ninguém vendendo melancia àquela hora. Engraxates à antiga estão agora situados em bancas e cobram 4 reais para deixar seu sapato brilhando. Quem quiser conhecer São Paulo tem que ir NO MÍNIMO uma vez por ano visitar esses lugares, que são lindos. nota: nem tente chegar perto dali à noite. Vá às 8 da manhã e planeje passar o dia. Vá com pouco dinheiro, pq senão vc vai gastar ele inteiro ali.
Terça-feira, Janeiro 03, 2006 12:14 "LENNON, John - John Lennon foi baleado há 25 anos. Todas as cidades do mundo deveriam ter uma estátua de Lennon na praça principal. Para que os habitantes da terra pudessem praticar tiro ao alvo. Lennon é sujeito repulsivo que lançou uma moda repulsiva: a idéia da estrela pop como demiurgo da humanidade. Releio algumas das sentenças de Lennon -- proferidas na rua, na cama, no banheiro, em cima de uma árvore -- e encontro a cabeça de uma criança subletrada em funcionamento, que o mundo escutava com atenção religiosa. A canção "Imagine" é a minha idéia de inferno: chego às portas da fogueira eterna e Lennon, de guitarra em punho, com Yoko pendurada num dos braços, faz serenata só para mim." achei que só eu pensava isso. Lennon pós-beatles é algo detestável.
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